E sua farmácia? Como vai? – Gestão PDCA

Se falar sobre melhoria dos resultados é o assunto mais importante para o varejo farmacêutico, por outro lado ele tem se tornado um tabu, dada a quantidade de “receitas” disponíveis e a descrença do empresário quanto a elas.

Quando conversamos com os farmacistas, percebemos que a maioria se queixa pelos resultados não serem tão bons, mesmo eles já fazendo tudo o que deve ser feito, dada a experiência acumulada ao longo da carreira.

Seria como se não houvesse mais espaço para aprender a fazer as coisas de maneira melhor. Isso sem contar que esses mesmos empresários creem cegamente que a causa dos resultados abaixo de suas expectativas estão no distribuidor, na condição econômica do país, da concorrência, na ST (substituição tributária), enfim… O mercado é o grande vilão do varejo.

Mas aqui vem um dado importante: De acordo com a ANVISA, o Brasil tem aproximadamente 100 mil registros de farmácias. Isso nos faz crer que esse não é um mal negócio e há espaço no mercado. Isso não significa que a forma de conduzir o negócio deva ser a mesma de 50 anos atrás.

O objetivo desse artigo não é apontar outra solução imediatista, cheia de dicas mágicas. É o primeiro de uma série que visa trazer a perspectiva dos resultados como efeito de causas relacionadas a forma como a farmácia está sendo dirigida e operada.

A isso damos o nome de Gestão.

Gestão PDCA

É um convite a repensar a forma como as coisas acontecem dentro do próprio varejo definindo os resultados que realmente importam e direcionando os esforços para isso.

Por mais que existam ferramentas tecnológicas que ajudem nessa tarefa, e vamos explorar como tirar o máximo delas, a capacidade de gerir a loja deve ser também constantemente evoluída de forma metódica. Isto é, até para gerir a loja existe um padrão. Sem ele tudo fica mais difícil e qualquer coisa que seja feita, corre um risco muito grande de não gerar bons resultados.

Aí existe a primeira diferença, que precisamos esclarecer: Esse padrão de como gerenciar, chamado PDCA (sigla em inglês para Planejar, Executar, Controlar e Reavaliar), não é algo que se faz da noite para o dia, porque além da técnica envolvida, requer atitude diferente perante o negócio.

Ele orienta a como pensar o negócio desde sua estratégia até como são realizadas as atividades mais básicas, como por exemplo, qual a melhor forma de se fazer o fechamento do caixa e como deve ser feito, quais as ferramentas, qual o treinamento e como garantir que tudo está sendo realizado conforme planejado.

O método incomoda no início, porque não estamos condicionados a pensar. Somos seres humanos e imediatistas. Temos a tendência de buscar alguém que pense por nós e traga a solução pronta nos tornando cegos a ponto de não pensarmos mais em melhorias.

O método não é algo que se usa e acaba. Ele nos convida a pensar de forma ordenada, questionar sistematicamente, encontrar as melhores alternativas e a executar o que for necessário para alcançar o sucesso para o negócio.

Responsabilidade Organizacional

Isso requer tempo e dedicação porque estamos falando do seu próprio negócio. Ninguém quer que um filho seja criado por outro, por isso, quem melhor que o dono da farmácia para se dedicar a fazer o próprio negócio prosperar? Só ele sabe das especificidades de sua(s) loja(s) e não há ninguém no mundo mais que ele que queira ver o negócio rentabilizar cada vez mais.

Temas como vendas, gestão de estoque, atendimento de loja, planejamento financeiro, análise dos resultados de parcerias, ferramentas tecnológicas, manutenção e “layoutização” da área de vendas, entre tantos outros serão tratados nas próximas edições como forma a provocar a capacidade de análise do empresário do setor e a trazer ainda mais independência de sua(s) loja(s) que com certeza elevarão o patamar de resultados.

Por mais que seu varejo esteja indo bem, sempre há oportunidade de melhorar e crescer mais.

Te vejo lá,

Mini CV

Luiz Muniz – Diretor da Telos Resultados. Engenheiro Químico, Mestre em Estratégia de Operações e especialista em empresas familiares. Atua como consultor de empresas há mais de 15 anos em implantação de Modelos de Gestão em diversos segmentos, incluindo setor Atacadista/Distribuidor, Distribuidor Farmacêutico, Varejo, Têxtil, Importação, Logística, Aviação, Indústria, Energético, entre outras.

Caso tenha alguma dúvida sobre como melhorar o lucro de sua empresa mande um e-mail para luiz@telosresultados.com.br

Como você olha para o seu negócio? Esse olhar se reflete em resultado?

Falar sobre melhoria dos resultados é um dos assuntos mais importantes para qualquer tipo de negócio e, ao mesmo tempo, tem se tornado um tabu, dada a quantidade de “receitas” disponíveis e a descrença dos empresários quanto a seguir essas orientações.

Quando converso com acionistas e executivos, percebo que a maioria se queixa pelos resultados não serem tão expressivos, mesmo eles já fazendo tudo o que deve ser feito, dada a experiência acumulada ao longo da carreira.

Seria como se não houvesse mais tanto espaço para aprender a fazer as coisas da melhor maneira, a não ser aquelas que as novidades tecnológicas ou alguma movimentação dos maiores concorrentes trazem. Ou então creem que as melhorias estão em fornecedores, condições econômicas do país, na concorrência, enfim…

O objetivo não é apontar outra solução imediatista, cheia de dicas mágicas. Visa trazer a perspectiva dos resultados empresariais como efeito de uma série de causas relacionadas a forma como um negócio produz seus resultados. A isso damos o nome de gestão.

É um convite a repensar a forma como as coisas acontecem dentro do próprio negócio e áreas internas definindo os resultados que realmente importam e direcionando os esforços para alcançar/cumprir essas metas.

Por mais ferramentas tecnológicas existentes que ajudam muito nessa tarefa, a capacidade de gerir um negócio, de qualquer ramo e qualquer tamanho, deve ser também constantemente evoluída de forma metódica.

Aí existe a primeira diferença, que precisamos esclarecer: esse método de como gerenciar, chamado PDCA (sigla em inglês para Planejar, Executar, Controlar e Reavaliar), não é algo que se faz da noite para o dia, porque além da técnica envolvida, requer atitude diferente perante o negócio como um todo. De forma macro. Envolvendo a todos.

Ele orienta a como pensar o negócio desde sua estratégia até como são realizadas as atividades mais básicas de seus processos, como, por exemplo, qual a melhor forma de se parametrizar um orçamento, qual o melhor mix a ser vendido, qual o treinamento a ser ministrados para as equipes responsáveis, e como garantir que tudo está sendo realizado conforme o que foi planejado.

Não estamos condicionados a pensar em melhorias, ao contrário, devido à alta quantidade de problemas do dia a dia, nos especializamos a apagar incêndios, por isso, em breve, vamos falar sobre como reduzir o esforço do dia a dia, ser mais produtivo e manter equipes motivadas.